Três anos

Meu Deus, eles crescem de repente.

Em um piscar de olhos, seus bebês inocentes e indefesos tornam-se pequenas criancinhas, cheias de opinião, querer e saber. Eles captam, absorvem, reproduzem e questionam absolutamente tudo – de comportamentos a pensamentos, e quando você menos espera, eles te mostram que são pequenos indivíduos, de personalidade e individualidade inquestionáveis.

Ontem eles ainda estavam usando fraldas, com um vocabulário restrito, chupando chupetas e andando a passos cambaleantes. Mas agora eles se sentam à mesa, fazendo questão de empunhar garfos e facas e de beber em “copo de vidro”. Eles largaram das chupetas como se fosse conveniente para eles, e não para nós, e três dias depois faziam piadas com o sumiço delas (apesar de acreditarem do fundo da alma que uma fada misteriosa levou as chupetas para um lugar encantado). Eles escolhem suas roupas e sapatos, escolhem os DVDs que querem assistir, têm cada qual as suas músicas e atividades preferidas.

Conversam sobre qualquer assunto e têm uma memória de elefante, basta falar uma vez, explicar com calma e com simplicidade, que eles entendem tudinho. São perfeitos na teoria da obediência e das regras da casa, mas ainda tropeçam na prática. São crianças gratas e sensíveis, e como eu agradeço por isso todos os dias. Me admiro com a gratidão deles pelas pequenas e pelas grandes coisas e pela espontaneidade e sinceridade que agradecem por tudo.

Ambos têm personalidades tão distintas e marcantes que custo a acreditar que são gêmeos, criados ao mesmo tempo e da mesma forma. E nos amam com tanto carinho e devoção que eu nem sei se somos merecedores de tamanho afeto.

Ontem, quando fui dormir, deixei no berço dois pequenos bebezinhos. Mas de repente me vi acordada, com duas pequenas crianças, cheias de humor e inteligência, me dizendo que “já cresceram, mas ainda não alcançam as coisas lá de cima”. Eles me surpreendem com seu raciocínio (super) lógico, com suas habilidades de explicar as coisas do jeitinho deles, de expressar inclusive os sentimentos que estão experimentando. A ponto de me falar “não quero conversar agora”, quando estão contrariados com alguma situação.

E eles têm apenas três anos.

Fico sem folego só em pensar em tudo que temos pela frente. Lobão disse que prefere viver 10 anos a mil do que mil anos a 10… Mas quem tem filhos experimenta a viagem mais louca e alucinante da vida – capaz de te fazer viver mil dias em apenas um.

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