Profissão: mãe

Partindo da filosofia “antes tarde do que nunca” e para compensar a minha ausência (também aproveitando que o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser, rs) vou falar sobre coisas que foram importantes neste período.

A mais marcante talvez tenha sido o fato de ter me tornado mãe em tempo integral.

O Universo conspira, isso é fato. Depois de passar a gravidez e a licença-maternidade entoando o mantra “não sei”, me preparei para o retorno ao trabalho. Estava animada, revigorada, mas ao mesmo tempo apavorada com o que seria a minha nova rotina. Chegando ao trabalho, não tive tempo de ao menos entrar na minha sala. Fui chamada ao DP e demitida, de cara, às 8h da manhã. Era a resposta que eu precisava do universo.

Sempre, sempre almejei cuidar dos meus filhos por um tempo, na primeira infância, como uma mãe em período integral. Sabia que a realidade das mulheres de hoje é diferente, que todo mundo trabalha fora, bla bla bla… mas eu queria mesmo cuidar da prole, pessoalmente. E quando a vida me deu esta oportunidade, agarrei com força. Com alguns cortes no orçamento e alguns freelas para complementar a renda da família, temos sobrevivido até aqui.

Para mim a maternidade tem sido uma fonte inesgotável de experiências, de experimentações e de mudanças. Mas poder exerce-la em tempo integral tem me completado como pessoa. Para as coisas das quais eu abri mão – e foram inúmeras – olho com um misto de carinho e saudosismo, mas sei que elas continuarão por ali, prontas para voltar ao meu alcance na hora certa. Ao passo que se eu estivesse longe dos meus filhos, perderia coisas importantíssimas para mim: todas essas bobagenzinhas que eles fazem no dia-a-dia e que me enchem de encantamento e deslumbre.

Trabalhar em casa é um sonho realizado. Procuro fazer tudo bem bonitinho: levanto, escovo os dentes, boto uma roupa, penteio o cabelo, passo perfume, nada de ficar de pijama o dia todo. Conciliar a rotina da casa, do trabalho, das crianças é um quebra-cabeças sem fim, mas que tem valido todos os esforços.

Ser mãe de gêmeos despertou em mim uma calma, uma placidez que eu jamais pensei em ter. Foi o fim de anos de angústia e ansiedade, pelo simples fato de não poder programar absolutamente mais nada de forma tão rigorosa e inflexível. Conviver tão intensamente com eles, sendo mamãe-full-time, tem me obrigado a ser mais paciente, menos perfeccionista e mais complacente comigo, com minhas dificuldades. E tem me enchido de alegria.

Evidentemente, estas é a minha visão das circunstâncias. Tem a turma do “eu apoio”, do “eu reprovo” e do “eu não sei se aguentaria”. Não estou levantando nenhuma bandeira, sou a favor da liberdade de escolhas. Porque trabalhar fora ou ficar em casa com os filhos não é garantia de nada. Bom mesmo é ter uma mãe feliz por perto – e este é um privilégio que ninguém pode tirar do Thomas e da Sofia.

E ainda ter tempo para dar passeios no meio da semana… não, não tem preço!

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5 comentários sobre “Profissão: mãe

  1. silvana disse:

    oiii!! Fa,tenho certeza que voce não irá se arrepender nunca de ficar com seu lindos filhos,eu fiquei sem trabalhar um bom periodo. ahhhh foi a melhor coisa que eu fiz,hoje ele tá com 16 anos….lembra no cefam(eu gravida).sempre tem pessoas dando palpites ,mas faça o que seu coração manda pois esse tempo não volta. bj silvana

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