Dilemas de uma mãe recém-nascida

Vi a imagem no blog Potencial Gestante, mas a original é do Memezinho da Mamãe

Ai a maternidade… tão linda, tão cor-de-rosa-e-salmão, tantas alegrias, choros e ranger de dentes e sensação de missão cumprida… OOOOOOOOOOHHH WHAIIIT

Nem tudo são flores. Eu e a minha grandissíssima auto-cobrança somos parceironas, então vira e mexe entro em crises existenciais maternas. Porque não, as coisas nem sempre saem como planejamos. Aliás, se eu posso afirmar uma coisa, é que planejamento, métodos rígidos e inflexibilidade não existem na vida de uma mãe de gêmeos!

Mas vamos falar de crise, que se eu não falar aqui, não posso falar em mais nenhum outro lugar (o blog é minha terapia, cês lembram né?). A primeira foi o parto. Queria muito, infinitamente, idealizava um parto normal. Mas quando a bolsa estourou, tive descolamento de placenta e hemorragia, fizemos a cesárea rapidinho, e laaaaá se foi minha ideologia por água (e sangue) abaixo.

Já no dia-a-dia, o fato é que todo mundo tem uma opinião para te dar em relação a como você deve cuidar dos seus filhos – geralmente, com opiniões OPOSTAS ao que você está fazendo. O mais incrível é que se houver 3, 5 ou 47 pessoas diferentes no recinto, cadaumadelas irá dar um conselho d-i-f-e-r-e-n-t-e! O que só prova como você é uma @maedemerda!

Eu confesso que, depois dos bebês nascerem, fiquei um tanto fragilizada e sensível. Talvez pelo cansaço físico e emocional, ou pelas mudanças bruscas na rotina e na vida, ou pela necessidade constante de depender de ajuda… Muitas vezes tive vontade de me trancar no banheiro e chorar por horas a fio – pena que não dava tempo!

Depois, veio a frustação com a amamentação. Os gêmeos já saíram da maternidade com a recomendação de um complemento a cada mamada – que foi aumentando no decorrer das semanas. Nunca senti meu leite “descer”, meus peitos nunca vazaram, endureceram, doeram, nada. Nessa época, o Thomas era um bebê irritado, chorava o tempo todo, e agora me pergunto se não era FOME. A realidade cruel é que por mais que eu oferecesse o peito, nunca foi suficiente. Comentei com a pediatra, ela me receitou Plasil para aumentar o leite, mas mesmo assim a partir do início do terceiro mês, fui percebendo eles muito nervosos durante as mamadas. Um dia, no horário da mamada, resolvi ordenhar os peitos e consegui tirar só 70 ml dos dois!! Ou seja, não enchia a barriga, por isso eles reclamavam. Desde então, partimos para a mamadeira – e eles continuam crescendo, engordando e me olhando embevecidos a cada mamada… #culpasfree, eu pratico (ou tento).

A rotina de uma mãe que acabou de ter seu primeiro filho (ou no meu caso, um combo de filhos) é um eterno desmoronamento de castelinhos. Tudo o que a gente sonha, idealiza e projeta vai dando lugar ao improviso, ao jogo de cintura e às experimentações. É um exercício constante de flexibilidade, paciência e perseverança.

E é bom, sempre. Vale a pena, sempre. E mesmo que às vezes bata o cansaço, o sono, a fome e a dúvida, sempre existe também olhinhos brilhantes e sorrisos banguelas te encorajando a continuar com o seu trabalho de devoção e amor. Porque no fundo, certamente cada mãe oferece o seu melhor.

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4 comentários sobre “Dilemas de uma mãe recém-nascida

  1. Aparecida Maria leite disse:

    Fa, sempre vai valer a pena.Ah como nos adultos, maes, avos, tias avos, gostariamos de ajudar voce em tudo, mas existem experiencias,, sentimentos que so voce podera sentir. Voce é uma otima mae e os gemeos sabem disso. Beijos Tia Cida.

  2. Doce Rotina Materna (@DoceMaterna) disse:

    Adorei sei blog!!Eu tenho apenas um filho, de 9 meses, mas passei por tudo isso que vc descreveu e imagino sua situação com 2, mas te digo, vale mesmo a pena!
    Essa parte do texto foi perfeita: “A rotina de uma mãe que acabou de ter seu primeiro filho é um eterno desmoronamento de castelinhos. Tudo o que a gente sonha, idealiza e projeta vai dando lugar ao improviso, ao jogo de cintura e às experimentações. É um exercício constante de flexibilidade, paciência e perseverança”. É a tradução da maternidade real msm.
    Vou continuar a ler por aqui.
    Bjão!
    Mãe do Theo
    http://www.docerotinamaterna.blogspot.com.br/

    • fvaleck disse:

      A maternidade também é um exercício de compartilhar, não é? Obrigada pela visita e volte sempre, vou visitar seu blog e conhecer mais um poquinho das suas historias e do Theo (acho esse nome lindooo). Beijos

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