Compartilhar…

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Quando comecei, escrever o blog era um exercício de auto-conhecimento. Naquela época estava fazendo terapia, pois queríamos começar tentar engravidar e eu tinha milhões de coisas mal-resolvidas em mim, com relação à maternidade, à me enxergar (e a atuar) como mãe, aos receios do futuro… e tantas outras coisas que, sabia, a terapia me ajudaria mais uma vez a organizar na minha cabeça.

Escrever era uma forma de mostrar ao Marido, quando ele quisesse saber, tudo o que eu pensava mas que às vezes não conseguia verbalizar de uma forma coerente. Escrever sempre foi, para mim, um jeito particular de desabafar – mesmo que muitas vezes nunca ninguém tinha acesso ao que estava escrito.

Depois, fui mostrando o blog para pouquíssimas pessoas – especialmente minhas amigas que já eram mães e que poderiam, de alguma forma, palpitar e me contar sobre as suas experiências maternais.

Veio então a doença do meu pai e fui perdendo a assiduidade. Escrevia muito pouco sobre nossos planos de receber uma criança, pois meu coração estava exercendo seu amor de uma outra forma, ainda que dolorida. Meu pai foi fazer festa no céu, mal chegou lá e certamente já “intimou o Homem”: manda meu neto nascer logo, tá demorando pô!

Intervenção feita, e o Homem nos agraciou com um presente. Duplo.

Com a descorta da gravidez, comecei a dividir com todo mundo o link do blog. Desde o início contamos para todos sobre o bebê – e depois, sobre os gêmeos. Sempre dividimos tudo com todo mundo, somos Aquarianos, é o nosso jeitão avoado de ser.

Daí que entra a força do verbo ‘compartilhar’. Tem sido tão especial o carinho que eu recebo das pessoas por conta do blog, que aos poucos vou me dando conta de que o afeto é uma troca onde você dá e recebe com a mesma intensidade.

Cada palavra que eu coloco aqui vem direto do meu coração, todas são sinceras e reais. E agora, as pessoas me contam “passei o link para uma amiga, recomendei o blog para a família do meu marido, o pessoal do meu trabalho está adorando tudo o que você escreve, ontem chorei lendo seu post”… As pessoas queridas da ‘vida real’ passam aqui, no mundinho ‘virtual’, e compartilham deste momento único.

Tenho amigos que vejo sempre, amigos que vejo quase nunca. Tenho colegas, tenho família que mora longe, e agora tenho ‘leitores’ – alguns, talvez, anônimos. E todos sabem o que está acontecendo, dia após dia, com a barriga, com os bebês, com as nossas emoções.

E cada vez mais sinto que compartilhar tem valido muito a pena.

 

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